A Hipnose Clínica ou, hipnoterapia, é uma técnica psicoterapêutica usada para comunicar com a parte profunda da mente, o chamado inconsciente.
É uma técnica segura usada com a intenção de gerar novos comportamentos e obter o controle voluntário de reações involuntárias, como, por exemplo, a redução da tensão arterial, a produção ou diminuição de hormonas, diminuição ou aumento da sensibilidade, e a modificação de pensamentos e crenças disfuncionais, como nos casos de fobias e perturbações de pânico.

A hipnose é um estado modificado de consciência. Embora o corpo possa relaxar, a mente continua ativa e processando muitas informações. Estar em hipnose é estar num estado natural, que espontaneamente nos acontece em vários momentos do quotidiano.

Durante a hipnose a pessoa não fica inconsciente, como se estivesse a dormir. Provavelmente, vai lembrar-se de tudo que aconteceu. Vai ouvir o que o terapeuta diz e pode decidir seguir a sugestão, ou não. Entrar em hipnose é entrar num estado natural idêntico ao do sonho acordado, portanto não é dormir. Logo, não se perde o controlo nem se pode manipular, ou seja, a pessoa tem sempre total liberdade, como em qualquer psicoterapia, para avaliar as circunstâncias e optar pelos caminhos da sua mudança, não podendo nunca ser manipulada.

O terapeuta, em conjunto com o cliente, define o processo terapêutico e é sobre ele que trabalham. Assim como, ao longo do dia se entra e sai de estados leves de transe (quando estamos absorvidos em alguma coisa importante ou interessante), também durante uma sessão de hipnoterapia o despertar é normal.

Normalmente, como acima foi dito, a pessoa lembra-se de tudo no final da sessão. Pode haver algum embotamento temporário. No entanto, a pessoa irá recordar sempre o que de mais importante se passou. Acontece que, por vezes, a restante informação que advém da sessão terapêutica demora mais tempo a ser processada. Mas nunca se esquece, ou desaparece. É aliás esta vivência que vai fazer evoluir a terapia, criando as novas percepções e cognições que culminam com a mudança a que a pessoa se propõe.

A Organização Mundial de Saúde recomenda o uso da hipnose como coadjuvante no tratamento de algumas doenças físicas e psicossomáticas e como um meio de tratar algumas doenças mentais e psicológicas como abaixo referimos.
Com a ajuda da hipnose é possível controlar a dor, modular a atividade do sistema nervoso autónomo (sono, concentração, memória), fortalecer o sistema imunológico e regular o metabolismo hormonal.

A Hipnoterapia é, ainda, indicada nas seguintes situações:

  • Ansiedade;
  • Perturbações de Pânico;
  • Perturbação de Stress e Perturbação de Stress Pós-Traumático;
  • Depressão;
  • Perturbações Somatoformes;
  • Síndrome do Cólon Irritável;
  • Gravidez e Parto (ajuda na preparação para o parto);
  • Controlo da dor, nomeadamente na dor oncológica;
  • Traumas por abuso: sexual, físico ou emocional, violação, agressão sexual, etc.;
  • Problemas dermatológicos – eczema, psoríase, dermatite atópica;
  • Controlo da hipertensão arterial;
  • Asma;
  • Situações de luto, separação, perda;
  • Perturbações do sono tais como: insónias e parasónias, enurese nocturna, bruxismo;
  • Perturbações do comportamento alimentar tais como: obesidade, bulimia e anorexia nervosas;
  • Disfunções sexuais como sejam: disfunção eréctil, ejaculação precoce, vaginismo, dispareunia;
  • Necessidade de melhoria de autoestima;
  • Abuso de substâncias e comportamentos aditivos como tabagismo, alcoolismo, toxicodependência, jogo compulsivo;
  • Onicofagia (hábito de roer as unhas);
  • Hiperidrose – Suar em excesso;
  • Défice de atenção/Hiperactividade;
  • Problemas relacionais e Perturbações da fala;
  • Treino da assertividade
  • Ansiedade de performance.